o estadista de si mesmo


 
 

A Grande Noite Católica

 


         Desgraçadamente foi aprovado o aborto de anacéfalos no Brasil. Em outros textos já comentamos da ilegalidade gritante do Judiciário legislar. Por agora, vamos tecer alguns comentários sobre a grande noite que a Igreja vem enfrentando nos últimos tempos e como essa escuridão se reflete nos cânceres sociais da atualidade.

            Desde o final da Idade Média a Igreja vem perdendo lentamente sua influência nas questões seculares da humanidade. Esse movimento acontece de forma muito lenta e quase imperceptível para os observadores contemporâneos à mudança. Nós, olhando o resultado em pleno século XXI, somos privilegiados observadores, pois temos acesso a toda história passada. Seria impossível um observador dos séculos passados perceber o fenômeno com nossa clareza atual.

            Para entendermos isso é preciso deixar algumas coisas bem claras como, por exemplo, não ter o menor pudor em falar verdades que muitos querem – para compactuar com os liberais – deixar escondidas embaixo do tapete. Uma delas é fundamental, isto é, o Estado e toda a política que emana dele não podem estar afastados da verdade. No mundo não existem verdades ou mentiras parciais. No mundo não existem verdades ou mentiras científicas em contraposição às religiosas. Existem, caros leitores, verdades ou mentiras sem a menor fragmentação ou quaisquer classificações. O contraste das coisas verdadeiras com as mentirosas é que dá a essência sustentadora da civilização mundial. 

            Apontando o principal núcleo de pensamento fica muito fácil tecer a seguinte frase: a Igreja é guardiã exclusiva das coisas verdadeiras e – logicamente – carrasca da falsidade. Não podemos ter o menor pudor para dizer ou – pior ainda – relativizar esse nuclear conceito. Nós apresentamos isso sem constrangimento (ao contrário, com enorme orgulho) através do Sagrado Magistério e cientificamente através da filosofia ensinada por São Tomás de Aquino. Quem se diz católico e discorda dessa máxima não pode ser tratado como tal. Seguindo o raciocínio, afirmamos que o Estado tem por obrigação dar as mãos e propagar aquilo que é verdadeiro, logo ele não pode se basear em falsidades. O Estado tem a verdade em potência e a Igreja em ato, ou seja, o Estado precisa estar necessariamente ligado à Igreja para receber esta essencial característica. Estado separado da Igreja é como cego. Estado não pode ser verdadeiro e nem negar a falsidade por suas próprias forças ou através de uma utópica “boa vontade” de seus membros. O ser humano – por mais bem intencionado que seja – não tem a verdade em ato, isto é, para recebê-la precisa necessariamente estar ligado à Igreja e, caros leitores, o Estado nada mais é do que uma união (sociedade) de humanos, logo ele precisa estar também ligado à Verdade para poder tê-la em potência. Afirmamos, sem o menor constrangimento, que a idéia de Estado laico é errada em princípio, pois ao separar o Estado da Igreja, o primeiro perde a fonte da seiva que deve sustentá-lo, isto é, a Verdade. Estado laico nada mais é do que Estado aleijado de razão.

            Desde o final da Idade Média os inimigos da Igreja têm tentado - e muitas vezes conseguido ! - inserir conceitos estranhos ao catolicismo na sociedade. Tudo que é estranho ao catolicismo é estranho à verdade e amigo da mentira. O liberalismo é a maior farsa política de todos os tempos. Essa ideologia vem adquirindo cada vez mais influência com o passar dos anos e mina dia após dia tudo que de verdadeiro existe na organização estatal. Não cabe aqui enumerar nos pormenores, mas a instituição do registro de nascimento civil, casamento civil e certidão de óbito civil são claras tentativas de cortar a Igreja da política cotidiana da sociedade e, ao separar-se da seiva que o nutre, o Estado cada dia declara mais excentricidades inebriado pela utopia do liberalismo. A liberdade religiosa que tanto massageia o ego dos inimigos da Verdade – e desgraçadamente de muitos leigos e clérigos – está também a corroer dia após dia a influência que a Verdade deve ter. Portanto, caros leitores, o liberalismo é o primeiro dos grandes inimigos da Igreja e de tudo que ela prega.

            O liberalismo – por pior que seja – deveria ser confinado extramuros da Igreja, isto é, como é obra dos inimigos não deveria jamais penetrar dentro do templo de Deus. O cavalo-de-tróia que trouxe esse conceito para intramuros tem o sugestivo nome de modernismo. Modernismo é a maior das heresias. Esta desgraça – que penetra diariamente nas mentes e corações dos católicos - foi pastoralmente consagrada na farsa suprema chamado de Concílio Vaticano II. A junção das duas heresias é a principal responsável pelas sucessivas derrotas que a Igreja vem sofrendo ao longo da história e, principalmente, em nossos dias. Quando o liberalismo não penetrava os muros da Igreja era bem mais fácil identificá-lo e combatê-lo. Quando ele penetrou através do modernismo, a desgraça foi feita e sentimos seus efeitos cada dia mais. A união entre liberalismo e modernismo é a maior ocorrência negativa na história da Igreja e, por extensão, de toda a humanidade.

            À luz dessas sucintas, mas seminais explicações, podemos começar a desvendar a grande noite católica que insiste em não passar. Quando a Igreja (que é a Luz do mundo) está nas trevas, o mundo também está. Esta mistura macabra de liberalismo com modernismo envenena pouco a pouco os valores morais. As conseqüências práticas são: Estado laico, registros civis, liberdade religiosa, liberdade de pensamento, divórcio, desagregação familiar, supressão de valores morais, “casamento” homossexual, aborto, etc. Essas deficiências vêm se acumulando sorrateiramente durante os últimos séculos e mostra cada dia mais força. Não devemos, portanto, ficar estarrecidos quando o “sagrado” Estado laico proclama coisas como o aborto. Essas aberrações são fruto de conceitos acumulados durante muito tempo por dois motivos:

 

1-) Triunfo externo do liberalismo.

2-) Triunfo interno do modernismo.

               

                A Igreja sempre foi atacada pelos inimigos externos, isto é, o liberalismo não é nenhuma heterodoxia. A novidade, ou seja, a heterodoxia, é fruto do modernismo que já fora condenado no começo do século XX por São Pio X e que fora dialeticamente consagrada no Vaticano II algumas décadas depois. A Igreja - através do modernismo – abriu mão voluntariamente de intervir na política estatal e com isso cortou a seiva que nutria os Estados católicos e desmontou a grande vitrine para os Estados pagãos. O modernismo – a grosso modo – nada mais é do que o liberalismo adaptado para a pastoral.

            Os católicos de nosso tempo devem saber exatamente os porquês e as raízes da desarticulação dos alicerces de nossa sociedade. A responsabilidade é de todos nós. Quando nos dizemos católicos e pregamos a liberdade religiosa. Quando nos dizemos católicos e pregamos o Estado laico. Quando nos dizemos católicos e pregamos a liberdade de pensamento. Quando nos dizemos católicos e acreditamos na evolução das espécies. Quando nos dizemos católicos e votamos em partidos socialistas e comunistas. Quando nos dizemos católicos e freqüentamos a RCC ou a TL. Quando nos dizemos católicos e não nos instruímos na Fé. Quando nos dizemos católicos e compactuamos com as coisas do mundo. Quando nos dizemos católicos e nos embriagamos com as vaidades humanas. Todas as adversidades que tocam profundamente nossa alma católica como, por exemplo, a aprovação do aborto pelo Estado, está intimamente ligada à degradação moral patrocinada pelo liberalismo e modernismo que – inclusive – faz-se presente pela boca e pela pena dos hereges e apóstatas que se dizem católicos. Reclamar do STF sem olhar para o próprio umbigo é uma ingenuidade sem tamanho.

 



Categoria: Defesa da Fé
Escrito por Rodrigo Maximo às 10h58
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Demência política



 

              O sistema político brasileiro é ao mesmo tempo o mais desestimulante e estimulante para aqueles que gostam de política. Desestimula, pois a irracionalidade impera e ao mesmo tempo estimula, pois os desafios são enormes. A política cotidiana – reflexão dessa balbúrdia institucional – reflete-se miseravelmente em qualquer análise séria. É como um texto medíocre interpretado por atores abaixo da mediocridade.

            Nossa herança de organização política vem dos golpistas republicanos que entendiam muito de armas, mas pouco de organização estatal. Sabendo deste problema, os golpistas resolveram chamar Ruy Barbosa que se revelou um mero copista da constituição dos Estados Unidos sem levar em consideração nenhuma tradição política e social brasileira até então. Nossa situação atual é fruto ainda da primeira constituição republicana que está sendo mal e porcamente remendada até os dias de hoje. Aberrações políticas cristalizadas em nossas leis e, sobretudo, em nossos costumes mais arraigados.

            A sopa política saída da cloaca da república é um prato extremamente exótico (para dizer o mínimo) que vem sendo cozinhado durante cento e vinte três anos. Qual a racionalidade de se impor o mínimo de oito deputados por estado? Existe uma verdadeira sobreposição entre as atribuições da Câmara e do Senado. Voto proporcional puro é uma ode a irracionalidade. Fusão entre o Executivo e o Moderador na Presidência, etc. Como se não bastasse atribuir o direito do presidente (pela junção ridícula da chefia de governo com a chefia da nação imposta pelos copistas republicanos primeiros) de nomear juízes de tribunais superiores, os nomeados se julgam nos últimos tempos com o direito a legislar. Como se não bastasse um Legislativo perneta desde os primórdios e herdeiro de tudo de mais podre acumulado politicamente na história da nação. Como se já não bastasse um Executivo centralizador das tarefas essenciais da chefia de governo e estado. Agora, caro leitor, temos que suportar um Judiciário rebelde que se acha no direito de legislar através de interpretações estapafúrdias de leis que os legisladores originais nem sonhavam. O ativismo judiciário brasileiro é uma extravagância institucional – para não dizer um verdadeiro golpe de estado branco – no equilíbrio institucional do país. Algo inédito talvez em toda a história da humanidade. O Judiciário se julga no direito de moderar o Legislativo e a conseqüência são togados não julgando, mas fazendo leis através de interpretações ridículas. Tudo isso sem nenhuma reação do Legislativo e como tudo fosse o mais normal possível. Golpe de estado do Judiciário, eis a contribuição brasileira à história política da humanidade...

            Os atores políticos são de péssima qualidade por diversos fatores, todavia existe o principal motivo: o eleitor. O eleitor é – mui democraticamente – obrigado a votar, isto é, em terras brasileiras o direito de votar é tutelado pelo estado e se torna uma... obrigação! Mais uma aberração! Indivíduos sem o menor preparo intelectual são chamados à responsabilidade de escolher seus representantes e não raras vezes mal conseguem distinguir os números do teclado da urna eletrônica. Tudo em nome de uma extravagância “democrática” que se propõe ao mesmo tempo inclusiva e obrigatória. Como já diz o velho ditado: “dos frutos se conhece a árvore”. A imprensa e os tais formadores (manipuladores?) de opinião achincalham o Congresso, por exemplo, mas não vão a fundo ao núcleo da questão, ou seja, o eleitor não sabe votar. Querendo esconder o sol com a peneira, a imprensa ataca as conseqüências (o parlamentar, prefeito, governador, presidente, etc.), mas não mostra a causa do problema (o eleitor). Não mostra – caro leitor – por mera hipocrisia, pois dizer que o eleitor não sabe votar pega mal. Não é “politicamente correto”, isto é, a imprensa ataca o político porque dá Ibope, não acata o intermediário (o sistema político), pois não tem discernimento racional do sistema e, pior, não ataca a causa das causas – o eleitor – pois não pega bem e, no limite, pode despertar a massa de manobra que eles (imprensa e “formadores” de opinião) tanto manipulam. Este é o grande círculo vicioso e causa da porcaria que é a política brasileira, sobretudo a cotidiana.

            O pior é que não há a menor perspectiva de melhora. Estamos presos em uma bolha de hipocrisia onde nossos potencias libertadores são nossos carcereiros, ou seja, eles não têm a menor intenção que mude nada. Triste nação que clama por “moralidade pública” como se fosse ela a única vertente política no mundo. Triste nação que não olha sua história de cabo a rabo. Triste texto e tristes atores.

 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 20h10
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As viúvas que nunca tiveram maridos


 

 

          Todo ano é a mesma história. Histéricos lembram o “golpe” que derrubou o presidente João Goulart. Nada contra lembrar datas históricas brasileiras, muito pelo contrário. O problema é que não há uma reflexão dos fatos, mas apenas panfletagem acéfala e cheia de ódio.

            O movimento militar de 1964 foi o ápice do envolvimento das Forças Armadas, sobretudo do Exército, na cena política brasileira. Desde o final da Guerra do Paraguai e com enfraquecimento da monarquia, nossos militares foram atores políticos de destaque. O Brasil, até a metade do século XX, ainda era uma nação adolescente politicamente e precisava de um árbitro forte. O imperador exerceu essa arbitragem até o golpe republicano de 1889 que contou com o aval primordial do Exército. Desde então, a Arma de Caxias exerce informalmente o Poder Moderador no cenário político do país. Basta analisarmos a história para verificarmos as intervenções formais e informais que os militares exerceram, portanto, o movimento militar de 1964 não se configura em hipótese alguma na vontade pessoal e momentânea de nenhum general ou grupo deles para “sacanear” a estabilidade política do país. Existe uma história e um fio condutor dos fatos que culminaram na derrubada de Goulart.

            Para contar a verdade dos fatos é preciso conhecimento e, principalmente, neutralidade. A maioria dos professores hoje – desgraçadamente – é balizada ideologicamente por “verdades” saídas não da história, mas de movimentos sectários. Não há compromisso e não há explicação dos acontecimentos na íntegra. O que existe são fatos pinçados fora do contexto que servem não para a educação e esclarecimentos da população, mas para justificar ideologicamente um discurso fanatizador e isento da verdade dos fatos.

            O discurso ideológico único é passado de geração a geração através do panfleto e – pior ainda – das salas de aula. Aqueles que hoje saem às ruas para “protestar contra a ditadura” não são os sexagenários envolvidos nos acontecimentos diretamente, mas seus filhos, netos e agora bisnetos. Quem fanatizou os jovens para que eles saíssem às ruas? Quem explicou a eles a história incompleta e falseada?

            Notamos que nos últimos anos está havendo uma ação mais incisiva dos manipuladores e manipulados. Manipuladores são os ideólogos que ficam atrás da escrivaninha dando suporte filosófico e manipulados são os alunos, ativistas e professores do “baixo clero” que saem às ruas para a baderna e receberem gás de pimenta nos olhos. Recentemente, militares da reserva se reuniram no Clube Militar do Rio de Janeiro para um ciclo de palestras e reflexões sobre os acontecimentos de 1964. Os ativistas protestaram com vaias e xingamentos a todo e qualquer ancião que ousasse entrar ou sair do clube. O interessante é que os ativistas de “esquerda” (mas em muitos casos sequer leram a introdução do Manifesto Comunista) dizem lutar pela democracia, liberdade de expressão, manifestação e livre pensar.  Os militares da reserva não podem se expressar? Muito interessante, pois os ativistas se comportam como monopolizadores da verdade e não admitem quem ousa a pensar diferentemente deles. Um comportamento sectário, sem sombra de dúvidas. Imaginem o contrário? Militares da reserva protestando na porta de algum centro acadêmico universitário? Seria tão ridículo quanto!

            Os “esquerdistas” (mas em muitos casos sequer leram a introdução do Manifesto Comunista) querem a revogação imediata da Lei da Anistia e punição aos torturadores, mas somente os da “ditadura”, pois eles se recusam sequer a ler qualquer coisa que demonstre que os ativistas de esquerda da época também matavam e torturavam em muitos casos. Típico comportamento sectário. Não levam em conta que a tradição brasileira é da anistia de ambos os lados em todo e qualquer movimento revolucionário acontecido. Eles não sabem disso, pois seus livros de história só têm as páginas que interessam a eles... Não levam em conta também que a Lei de Anistia foi importante pacificadora da nação e que foi comemorada por eles como uma vitória sobre a “ditadura” durante mais de vinte anos.

            O que querem esses ativistas hoje? Querem o que sempre quiseram, ou seja, a destruição da estabilidade social e política brasileira. Querem uma guerra fratricida igual a que eles conseguiram em 1964 e outros períodos anteriores. Querem o conflito pura e simplesmente. As Forças Armadas saíram da cena política há mais de um quarto de século e mantém um comportamento exemplar desde então, portanto, não há o menor motivo para se incitar contra elas. A Lei de Anistia pacificou a nação há mais de trinta anos. Para quê remoer velhas feridas cicatrizadas?

            O que existe, caros leitores, é a ode ao ódio pura e simplesmente. O que existe é a vaidade doutrinária dos ideólogos e a ingenuidade dos zumbis manipulados. O que existe, sobretudo, é uma análise rancorosa da história do Brasil à luz da ideologia e não das verdades dos fatos.  O movimento de 1964 é um acontecimento que se fez não por um grupo militar isolado, mas é reflexo de nossa história e de nossa identidade política própria que – lamento informar aos sectários – são muito diferentes de nossos vizinhos da fragmentada América Latina. Os ativistas de esquerda, cegos de ódio, recusam-se a estudar a história da nação na perspectiva ampla. Preferem a ignorância fanatizadora. São crianças propriamente ditas ou crianças ideológicas mimadas, ou melhor, se sentem viúvas, mas nunca conheceram seus maridos.

 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h02
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Composição: "Meu Pai"


 

               

 

                Meu pai é um sujeito legal.  Compra as coisas, muitas coisas! Ele me leva para jogar futebol e participa de um time! Nós vamos quase todos os domingos.

                Meu pai é o pai mais legal do mundo!


São Paulo, 12 de agosto de 1987. (11 anos de idade)

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 08h38
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Think

 

 

Think.
Brain thinks for abstraction.
Free thinking is an illusion.

To think is to follow a common thread.
True freedom is to follow a concept.
There is no absolute power design.

Frauds of their own vanities.
They are the slaves of free thinking.
They live in an illusion where everything is pink.

Die by the vanity of others.
Marx, Mandela, Luther, Kardec.
Men gods sucker.

Think.
Brain thinks for abstraction.
Free thinking is an illusion.

Herd of donkeys.
Slave rebellion.
Puppet manipulation.

The certainty limits.
The truth liberates.
The lie enslaves.

Learn to think and then express.
Never subvert this order!
At war with lies and peace in truth, forever!

Think.
Brain thinks for abstraction.
Free thinking is an illusion.

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h44
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Supermercados da Vida II


 

Você não vai parar de subir e descer a Antenor,

Nem de abrir seus feixes.

Em um segundo meus olhos captam vinte anos.

Entrelaçados em sonhos e terror.

 

Em uma era pré-código de barra,

Ela pendura a etiqueta em sua testa,

Quem tem dinheiro compra, quem não tem sonha.

O supermercadista toureando com navarra.

 

Vamos embora Roberto,

Pois nos supermercados da vida sem muito apreço,

Revelam-se a mulher e seu preço.

 

Nas prateleiras da desilusão,

Sonhos fatiados a granel.

Meu produto está com validade vencida,

E minha coca-cola caiu da gôndola e perdeu a pressão.

 

A caixa registradora funciona a mil,

Ele já registrou seu preço, querida!

Paga em suaves prestações que te vicia dia após dia.

Apesar da sua inútil tentativa de morar fora do Brasil.

 

Vamos embora Roberto,

Pois nos supermercados da vida sem muito apreço,

Revelam-se a mulher e seu preço.


Antes da virada do milênio você fez algumas tentativas,

De sair do ramo supermercadista e tirar a etiqueta.

Mas você não resiste quando ele volta e mostra a maleta.

Você tem seu preço, querida!

 

Quem tem talento poetiza,

E quem tem grana penetra.

A lei do capitalismo é muito conhecida!

Seu preço é um balanço de frente e de trás, querida!

 

Vamos embora Roberto,

Pois nos supermercados da vida sem muito apreço,

Revelam-se a mulher e seu preço.

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 11h11
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Assassinato, chacina e massacre

 


 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 08h40
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Heterodoxia pastoral


 

 

             Não se faz revolução só pela letra. Revolução se faz substancialmente pelo espírito. Uma alma geralmente mutável, instável e com necessidade de constante aggiornamento é o âmago dos revolucionários. Revolução é a necessidade do eterno porvir.

            A Igreja Católica Apostólica Romana é a depositária exclusiva da Verdade. Como guardiã de todas as coisas que são verdadeiras no mundo é também, por extensão, da estabilidade. Verdade nutre e é nutrida pela estabilidade, isto é, para que algo seja verdadeiro é preciso que seja estável. Não existe Verdade na instabilidade, nas coisas mutáveis, no aggiornamento, na revolução, etc. Uma revolução é necessidade constante de reforma giorno a giorno. Ela deve ser reformada e contra-reformada todo momento para que sobreviva, portanto, revolução significa instabilidade que necessita como combustíveis day by day a instabilidade, a contradição e a dialética.

           Revolução é antinatural, antirracional e, evidentemente, antítese da verdade. A popular mentira! Por outro lado, a Igreja nos ensina que Verdade é algo substancialmente imutável e por isso mesmo antirrevolucionária por excelência. Não se pode, sob pena de contradição profunda, ser católico e revolucionário ao mesmo tempo, pois a Verdade nega a revolução assim como a revolução nega a Verdade. Elas são inimigas inconciliáveis. A Verdade é algo substancialmente imutável e não admite instabilidade, que é motor primordial da revolução. Nem mesmo estágios graduais de revolução que são chamadas de “reformas”.  Reforma nada mais é do que revolução graduada, pois possui mais ou menos instabilidade a medida do freguês. O menor enxerto de heterodoxia naquilo que não admite instabilidade (Verdade) é tão nocivo quanto uma revolução completa. Verdade e revolução não são conciliáveis, nem por decreto e nem por Concílio...

         O modernismo é uma heresia ferozmente revolucionária, porém se apresenta como uma simples reforma “cheia de boas intenções”. E não precisa exercitar muito o raciocínio para sabermos o lugar que Deus destina para aqueles que são “cheios de boas intenções”... Os modernistas querem reformar aquilo que substancialmente é irreformável, aquilo que é radicalmente estável e verdadeiro. Modernistas são lobos famintos que se apresentam como o cordeiro mais puro e alvo. Ao longo da história foram muitos que tentaram – sem sucesso – destruir a Igreja por fora. A grande novidade – maligna novidade – é o movimento modernista, pois ele tenta destruir a Igreja por dentro, como um câncer que destrói um organismo via células rebeladas. Este é o maior case revolucionário de todos os tempos!

            A letra do “reformador revolucionário” Concílio Vaticano II se expressou de maneira “modesta” se assim podemos entender. Uma modéstia “cheia de boas intenções” que abriu portas para comportamentos para lá de heterodoxos, reformadores e revolucionários. O Vaticano II trouxe a grande “conquista” que foi a tentativa de instabilidade naquilo que é estável pela própria natureza, ou seja, a Santa Igreja. Nada mais dialético! A letra deste concílio é a pequena centelha revolucionária que desestabiliza giorno a giorno a Verdade. Não cabe aqui uma análise mais profunda do Vaticano II, porém ao leitor basta ter em mente que ele se expressou de uma maneira mais heterodoxamente branda na letra do que no espírito. A letra foi o Cavalo de Tróia desestabilizador “cheio de boas intenções” que levou o espírito encubado da plena revolução dentro do seio da Santa Igreja.

            Espírito encubado que desabrocha aggiornando não os dogmas ou o Sagrado Magistério - que são intocáveis graças a assistência do Espírito Santo prometida por Nosso Senhor que impede que qualquer heterodoxia seja proclamada de maneira ex-cathedra - mas provoca sangrenta revolução pastoral nos costumes da Igreja.  Da “pequena” porta aberta à instabilidade pela letra do Vaticano II, foi por onde foram encubadas e desgraçadamente desabrochadas as mais diversas heterodoxias pastorais. Já que não é possível desestabilizar o Magistério, partiu-se para a desestabilização das conseqüências dele, isto é, os costumes da Igreja.

           Gostaria de analisar um fruto muito importante dessa heterodoxia, isto é, os clérigos. A revolução no comportamento deles antes e após o Vaticano II é mais do que evidente. A começar pela formação do seminarista. A porta da casa formadora dos sacerdotes foi arregaçada para o mundo e por lá entrou a decadência comportamental (para dizer o mínimo) que leva à decadência giorno a giorno do clero. Os seminários foram reformados não pelos seminaristas, mas por bispos, cardeais e até por papas baseados na “pequena” abertura que a letra do Vaticano II proporcionou. A letra contidamente reformista possibilitou uma veemente revolução nos costumes.

            Chegamos a um ponto muito interessante, isto é, um clérigo de hoje tem praticamente vergonha de ser ministro de Nosso Senhor. Vergonha que começa com o próprio paramento. O que diria o leitor, por exemplo, de um militar que tivesse vergonha de usar sua farda? Que comprometimento esse soldado teria com sua corporação? Racionalmente, nenhum. Um típico padre deste nosso século renega a batina e tem profunda vergonha do significado dela. A batina é preta, pois significa o luto que o sacerdote tem pelas coisas do mundo. A partir do momento que o Vaticano II tentou conciliar as coisas do mundo com as coisas de Deus, significou que o luto da batina perdeu o sentido, portanto, usá-la não tem mais significado. A Igreja passou de Corpo Místico de Deus a “Povo de Deus”. Note, caro leitor, a tremenda revolução que “inocentes letras” trouxeram aos costumes da Igreja. Se é intenção dos modernistas abraçarem o mundo e não combatê-lo, a batina - que é símbolo do luto e da diferenciação do sacerdote perante o mundo – perde o sentido e passa ser motivo de vergonha. Eu não posso ser “mais um na multidão” me vestindo de maneira diferenciada. Ao mesmo tempo, não posso ser ministro de Nosso Senhor e combatente do exército Dele, vestindo-me sem a Sua farda. Em suma, simbolicamente, a renúncia da batina é renúncia a Jesus Cristo que é fundador e pedra imutável da Santa Igreja.

          Os sacerdotes modernos querem ser leigos no sentido de se integrarem a eles. Quando subverte-se o sacrifício, ou seja, não é mais pelas mãos do sacerdote que é oferecido o sacrifício a Deus, mas sim pela assembléia do “povo de Deus” reunida, o sacerdócio perde na prática (no costume, no espírito) sua principal razão de ser. O padre é, no máximo, presidente dessa assembléia e não oferecedor exclusivo do sacrifício. Mais protestante impossível...

           Quantos padres hoje acreditam na transubstanciação, por exemplo? Quantos padres oferecem o sacrifício não como algo literal a Deus, mas como algo memorial e simbólico apenas? Mais protestante impossível... Quando se subverte sorrateiramente, pequenamente, a noção de pureza imutável da Igreja em pequenas heterodoxias pastorais introduzidas pelo Vaticano II, dá-se a possibilidade desses micróbios da heresia se desenvolverem dia a dia para a desgraça do todo, isto é, da Santa Igreja.

            Padres são ministros ordenados de Nosso Senhor, ou seja, eles não são leigos e não podem se comportar como tais, sob pena da desmoralização de suas funções. Cabe, portanto, um comportamento diferenciado que denota profundo respeito. Essa diferença entre leigo e clérigo não é uma simples norma administrativa da Igreja, mas respeito aos princípios hierárquicos explicitamente estabelecidos por Nosso Senhor. Quem não aceita a Igreja profundamente hierárquica, não aceita Jesus Cristo. E quantos padres, por um pseudo amor aos homens renegam isso? Pior, padre hoje, bispo amanhã e papa depois de amanhã... Estabelecer uma relação de respeito hierárquico entre sacerdotes e leigos é o maior ato de amor que um pastor pode dar ao seu rebanho. Padre não é ovelha, mas pastor. Um verdadeiro pastor guia as ovelhas e não é guiado por elas. Padres devem amar e guiar os leigos e para que esta tarefa seja exercida é preciso que se estabeleça um distanciamento minimamente cerimonial entre ambos.

            Um padre deve guiar e um leigo deve tratá-lo não como um igual, mas como pai espiritual. E como pai os padres tem autoridade sobre os leigos. Clérigos não são nossos irmãos, mas pais. Uma diferença e tanto! Quanto maior o contato reverencial (o que de maneira alguma é sinônimo de distanciamento) do leigo para com o sacerdote, melhor. Pastor pastoreia com o cajado as ovelhas, jamais o contrário. O que diríamos de um general que trata um soldado como um igual? Que autoridade ele teria? Um general que se comportasse assim levaria inevitavelmente seu exército à derrota e, muito pior, à desmoralização! Hierarquia é a elemento base em qualquer relação humana.

            O deplorável comportamento pastoral de muitos clérigos leva até mesmo à corrupção doutrinal não do Magistério - que é incorruptível - mas da cabeça dos leigos. Esse é o substancial veneno que foi introduzido dentro da Igreja através da heresia do modernismo que foi consagrado no Concílio Vaticano II. Essa centelha desestabilizadora da letra do concílio deságua dia a dia aggiornada por mais de quatro décadas à degradação da Igreja. Pois do que adianta um Magistério incorruptível se a aplicação deste é pastoralmente deturpada? As ovelhas não são teólogas filósofas, mas simplesmente ovelhas que não precisam entender de teologia, mas serem guiadas por padres que entendem. Temos, portanto, o maior fruto do Concílio Vaticano II, isto é, a corrupção da pastoral, do clero e em longo prazo de toda a Igreja. Dia a dia aggiornada pela centelha desestabilizadora revolucionária da heresia modernista. O mundo sorri enquanto Deus chora, pois são como água e óleo.

 



Categoria: Defesa da Fé
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h55
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Da arbitragem do jogo político

 

 

 

 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 19h34
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She wants life as she wants

 

She wants life as she wants.

One day alpha.

Another omega.

Changes in current round.


She wants life as she wants.

Full of desire.

Momentary romantic feelings.

Explosion continuous, permanent destruction.


She wants life as she wants.

Energy decaying.

Hot freezing next time.

False sunrise in an eternal night.


She wants life as she wants.

And I'm not with her.

I do not wish to approach her.

This woman? I want nothing!


She wants life as she wants.

Eyes that see the soul!

Filter the dirt. Filter blunder.

Obvious blunder hidden in the false beauty evident.

 

 


 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 08h33
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Santana

 

 

Talvez lá em Santana.

Pensei na tarde de domingo.

Brisa de maio após a manhã morna.

Ela desaguou em uma fria manhã de segunda.

 

Talvez lá em Santana.

Voluntários da Pátria.

Voluntários da alma.

Voluntários da possibilidade que emana.

 

Talvez lá em Santana.

Que não tinha nada a ver.

Que não me viu crescer.

Mas se tornou aos poucos soberana.

 

Talvez lá em Santana.

Onde a manhã se faz azul e lilás.

Por detrás da estação Tietê.

Vista do celeiro de possibilidades que é como aduana.

 

Talvez lá em Santana.

Pegando ônibus para o Imirim.

Para o Lauzanne ou Casa Verde.

Abrindo cada dia a veneziana.

 

Talvez lá em Santana.

Tentando escancarar a janela da vida.

Fechada no Brasil, em São Paulo, no Jardim Brasil e em mim...

Tentando entender a precoce lampana.

 

Talvez lá em Santana.

Noites se farão dia.

E que as esperanças fluam e não se finde.

Nem minha alma se quebre novamente feito porcelana!

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 08h22
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O perigo da imanência divina


 


            A heresia da imanência é algo que acompanha a civilização desde os primórdios. Essa idéia foi condenada pela Igreja várias vezes durante a história. Em nossos dias, essa heresia está principalmente no âmago das seitas protestantes.

            Imanência resumidamente é a idéia que o conhecimento de Deus estaria imanente dentro de cada homem, ou seja, Ele se revelaria particularmente a cada pessoa. São Tomas de Aquino combateu com veemência esse conceito em sua filosofia e a Igreja consagra o combate à imanência em seu primeiro dogma: “A idéia de Deus não é inata em nós, mas temos a capacidade para conhecê-lo com facilidade e, de certo modo espontaneamente por meio de Sua obra.” Portanto, Ele não se revela de modo particular a ninguém, mas podemos conhecê-Lo através de Sua obra. Deus é objeto de nossa reflexão externa e não um sentimento particular de cada homem. Existe, portanto, um enorme abismo entre a imanência e a verdadeira concepção de Deus.

            Todas as seitas “cristãs”, por exemplo, fundam suas heréticas teologias no principio da imanência. O Espírito Santo agiria de maneira particular self-service em cada fiel e este seguiria sua consciência para escolher uma seita, fundar outra “igreja” ou até mesmo ter um “íntimo relacionamento com Deus”. A imanência é visível, por exemplo, quando verificamos a grande quantidade de seitas protestantes pregando uma teologia diferente da outra. Seria o Espírito Santo incoerente para iluminar de maneira dispare todas essas seitas? Evidente que não, pois elas se fundam no princípio da imanência que propõe uma idéia particular de cada homem tem de Deus. Essa heresia leva a fragmentação, ao particular e inevitavelmente a um deus que nada têm do Criador.

            Cada protestante é no fundo uma seita particular, pois o fundador do protestantismo – Martinho Lutero – concebeu a doutrina do Sola Fidei (só a fé) que propõe que cada ser humano tem um “contato pessoal” com Deus baseado apenas em sua fé particular. Foi esse princípio concebido pelo monge herege que abriu as portas para a fragmentação das seitas e também para a particularização individual da fé, ou seja, cada homem uma igreja.

            O fenômeno protestante da imanência é notado desde a Reforma. Primeiro vieram as igrejas tradicionais (aquelas que se diferem das modernas apenas por proferirem as blasfêmias protestantes por mais tempo ao longo da história) e depois os protestantes foram se fragmentando cada vez mais até chegarmos às seitas neo pentecostais modernas. Por fim, temos o interessante fenômeno radical explícito do movimento Cada homem, uma Igreja.

            A análise desse movimento é muito interessante, pois ele é o fruto mais maduro da teologia protestante baseada na heresia da imanência. O que começou por uma pseudo revelação particular divina a Lutero foi se fragmentando cada dia mais até chegarmos ao conceito de fé self-service dos nossos dias.  Os adeptos da seita Cada homem, uma Igreja estão divididos em três vertentes gerais, ou seja, aqueles que radicalmente exercem a fé de uma maneira particular ou no máximo no núcleo familiar; aqueles que procuram montar grupos sem se institucionalizarem como uma igreja e finalmente aqueles que estão ligados a uma seita constituída, todavia exercem na prática uma religião com escolhas e deveres particulares.

            O adepto da imanência produz em seu intelecto um deus particular, um boneco de construção pessoal que ele acredita e, pior, quer fazer crer externamente se tratar de Deus. Ele cria uma fantasia em sua mente justificadora de sua necessidade particular de transcendência. Um deus particular que compreende seus pecados e querências, enfim, um exercício radicalmente particular (e evidentemente falso) da religião que ele mesmo inventou. É interessante notar que o contemporâneo self-service da fé é uma mera conseqüência radical da imanência que já estava na teologia herética proposta pelos reformadores.

            Toda essa heterodoxia que gerou (e gera!) os frutos falsos das seitas protestantes constituídas e movimentos como o Cada homem, uma Igreja, são frutos da imanência que são condenados pelo Sagrado Magistério da Igreja. Portanto, trata-se de uma heresia que se veste com várias roupagens durante a história, mas com a mesma substância herética que ligação alguma tem com Deus.

 



Categoria: Defesa da Fé
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h59
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Eles querem estar no iate do Neymar


 


 


               Neymar está jogando muita bola. Ele tem talento e, principalmente, capacidade de exercício de seus dons incríveis. Portanto, Neymar é um privilegiado, não há duvida.

            Em paralelo, a economia brasileira muito pouco lembra o início dos anos oitenta do século passado. Naquela época, começou de forma constante o êxodo dos futebolistas brasileiros para outros países. Por alguns trocados a mais, nossos craques deixavam o Brasil. Eram presas facílimas para clubes de outros mercados, principalmente os europeus. Economia geral ruim e a dos clubes péssima. Nossos times, pasmem, ainda engatinhavam no profissionalismo em contraste com outras nações importantes no cenário futebolístico e capitalista. Éramos não profissionais, mas praticamente semi-amadores. Por isso, tirar um jogador brasileiro era mais fácil do que roubar doce de criança.

            Depois de quase trinta anos o cenário se modificou de maneira sensível. A economia brasileira pulsa de maneira vigorosa enquanto a Europa passa por uma grave crise. Nossos clubes, impulsionados pela pujança econômica e pelo severo aumento da capacidade de consumo dos torcedores, já conseguem se defender do assédio europeu de maneira consistente. Se não bastasse isso, às vezes até conseguem repatriar craques com idade cada vez menos avançada. Quando importamos, estamos cada vez mais longe de ex-jogadores em atividade que voltavam apenas para encerar a carreira. Estamos exportando cada vez mais tarde e repatriando cada vez mais cedo.

            Os presidentes de clubes ainda guardam uma aura dos tempos de amadorismo, entretanto estão sendo assessorados de modo cada vez mais profissional por burocratas e estrategistas muito bem treinados. E o dinheiro chega! Nos anos oitenta, estávamos limitados a poucas fontes de renda. O grosso vinha da venda de ingressos e uma incipiente venda de direitos de transmissão. Hoje, existe diversificação impressionante das fontes de renda, amparada com a capacidade cada vez mais voraz do consumo dos torcedores e, principalmente, direitos de transmissão que estão quase se comparando aos dos grandes times da Europa. O futebol brasileiro estruturalmente está cada vez mais maduro.

            Até o início deste século, ainda era utopia segurar qualquer jogador de destaque. Época de Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e tantos outros. Nossos clubes ainda não tinham a menor capacidade de defesa. Mas a mudança foi acontecendo gradualmente. Chegamos até Neymar. O super craque santista está - como se diz na gíria do futebol - comendo a bola. Cometeu a proeza, entre tantas outras, de ser indicado como possível melhor jogador do ano. Não vamos nos iludir, pois a votação é monopólio dos europeus, entretanto, todos sabem que o santista é o melhor da atualidade.

            O Santos é o clube que simbolicamente nos mostra de maneira explícita a alvorada dos novos tempos. Neymar, o maior craque do futebol mundial atual e no esplendor de sua genialidade, ficará no Santos - um clube brasileiro! - até 2014. Europeus jogaram caminhões de dinheiro na mesa, porém o Peixe resistiu e ofertou melhor. E não é nenhuma loucura (como o Flamengo fez por Romário em 1995), mas puro exercício racional de contabilidade. Nada mambembe, mas muito profissional. Se um clube brasileiro conseguiu segurar o maior de todos na atualidade, muito promissor será com os outros craques.

            Nuances também para constatação. Existe um fato concreto que perturba o imaginário coletivo, isto é, incomoda a muitos um garoto de menos de vinte anos ganhar só de salários cerca de três milhões de reais por mês. Inveja! Além de tudo, Neymar ganha muito dinheiro fazendo o que gosta, ou seja, ganha para se divertir. Isso leva muitas pessoas ao desespero. De maneira geral são executivos ou aspirantes que praticamente beiram à prostituição em troca de alguns trocados comparados ao mega salário do craque. Essas pessoas vivem em relação de parasitas que praticamente vendem a alma ao diabo por um falso status. Falso, pois Neymar usa seu talento para ganhar dinheiro e, para desespero do invejosos, ainda se diverte e muito com sua profissão. Os outros abrem mão de diversas coisas essenciais da vida como, por exemplo, a família e outros alicerces morais, no nada prazeroso mundo corporativo. Enquanto isso, Neymar passeia com seu próprio iate cercado de beldades (muita atenção no plural). No dia seguinte, o craque vai se divertir jogando futebol e de quebra ainda ganha e muito para isso.  Os prostitutos corporativos vão ao desespero só em pensar nisso e, quando vêem a cena na televisão, vão ao desespero. Neymar não está levando ao desespero somente as torcidas adversárias, mas também a cloaca empresarial que vive do e para o dinheiro. O craque vive de seu talento, se diverte e tem a mão de ferro do pai para empresariar e, sobretudo, orientar. A equação é perfeita. Enquanto o santista dribla, os executivos e seus asseclas doam a alma para receber às vezes um simples bom dia do Nero mentecapto de plantão. Prostituição no mais degradante nível.

            Fica minha torcida para Neymar permaneça para sempre no Brasil, assim como craques do passado faziam antigamente, não somente pelo coração santista, mas a permanência de craques do seu naipe é somente constatação da maturidade da economia e, por extensão, dos clubes brasileiros. Joga bola, se divirta e leve seus invejosos à loucura, moleque! Mas que suas pernas e seu raciocínio de craque jamais funcionem contra o Corinthians...

 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h26
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A invasão


 

            Eles insistem. Parece que vieram de quase meio centenário atrás. Gritam palavras de ordem, promovem baderna e quebra-quebra. Sempre eles...

            Mais uma vez os brasileiros e, principalmente, o contribuinte paulista que sustenta a Universidade de São Paulo, tiveram o desprazer de observar o ato de exibicionismo dos “estudantes” que invadiram a reitoria daquele estabelecimento. Sempre a mesma história...

            Sentindo-se ofendidos pela Polícia Militar estar atuando no campus da universidade, maconheiros dublês de estudantes invadiram o prédio em que funciona a reitoria. Tomaram de assalto um prédio público deliberadamente e sem consultar a comunidade daquela universidade. Quem esses baderneiros representam além deles mesmos? Qual mandato eles têm? Nenhum! Agiram por si próprios e, evidentemente, se isolaram cada vez mais ao passar das horas.

            Universidade é lugar de estudo e não um harém para a livre circulação de drogas e outros tipos de delinquência. Os discípulos de Che Guevara precisam entender que aquela universidade é publica, portanto eles são financiados pelo contribuinte para o único propósito de estudar. Podem eventualmente se manifestarem politicamente? É claro que sim, entretanto devem seguir as regras para isso que são, para desesperos deles, comuns a todos os cidadãos brasileiros sem exceção. Manifestação ordeira e pacífica. Coisa que não sabem fazer.

            Querem única e exclusivamente promover a baderna. Estudar é apenas um detalhe que fazem nas horas vagas. Quase um esporte, uma diversão. Pensam o mundo com a mente cheia de estrume que enfiaram lá durante anos sem afim. Uma filosofia barata, manca e mentecapta que herdaram de budas que hoje estão em cacos. Eles ainda se consideram messias que vão libertar a humanidade da opressão. É brincadeira? Infelizmente, a coisa é séria! E todo esse modo de vida é sustentado por quem? Por nós, os contribuintes que financiamos a boa vida desse povo.

            Universidade não é um mundo paralelo onde se pode fazer o que bem entender. Universidade pública menos ainda. Por isso, fumar maconha e traficar dentro do campus deve ser tratado no mesmo nível que é tratado fora de lá. USP é território brasileiro e está dentro da jurisdição da nossa lei. Lá não é um mundo paralelo. Aluno matando aula para fazer atividades paralelas deve ser punido com a boa e velha reprovação.

            A PM faz muito bem em estar dentro da universidade, salvaguardando a ordem e o direito dos alunos que querem estudar e dos professores e funcionários que querem trabalhar. Quem quer ficar na vagabundagem fumando maconha ou fazendo política nos horários das aulas deve ser reprimido, reprovado e, se oferecer resistência, preso. Assim como é fora de lá. A lei é igual para todos.

            O pior é que são sempre os mesmos, a mesma turma. Caricaturas de Che Guevara, Lênin, Marx e Cia ltda. Sempre os mesmos marxistóides jurássicos que sabe Deus de onde vieram. Verdadeiros fósseis! Aliás, eles não merecem um estudo sociológico ou psicológico, mas arqueológico. Essa pessoal precisa, sobretudo, de disciplina e rédeas curtas. Eles ainda são soberbos, pois acham que representam o suprassumo da intelectualidade brasileira. Não representam nada e ninguém, mas apenas eles mesmos. Talvez, em um esforço de raciocínio, representam outra meia dúzia de intelectualóides extramuros e só. Liberdade para essa gente significa vestir uma camiseta vermelha, deixar a barba crescer, fumar e traficar drogas dentro da universidade, ler livrecos, falar e pensar asneiras e baboseiras o dia todo. Liberdade é isso, ou seja, farra com o dinheiro e patrimônios públicos.

            A PM agiu dentro do estado de direito, pois havia um mandato judicial para acabar com aquela palhaçada. Apesar de não simpatizar com o governador do Estado, tenho que dar os parabéns a ele nesse caso. Os “estudantes” ainda xingavam e se jogavam em cima dos policiais na tentativa desesperada de serem agredidos para se fazerem de vítimas. Covardes! E as moças? Uma mais ridícula que a outra, dizendo gritos de guerra e sem a menor compostura. Bizarro! O Estado tem o monopólio legítimo da violência e estava democraticamente armado com um mandato judicial. Aliás, passam anos e aposto que nem um mero livro primário de sociologia esse povo leu para entender esses conceitos básicos. Ou será que o cérebro dessa gang já torrou de tanta maconha? Em todo o caso, são profundos ignorantes posando de sábios. Farsantes!

            Fez muito bem o delegado em enquadrá-los em diversos artigos, inclusive o de formação de quadrilha. Aliás, se esse pessoal é alguma coisa só pode ser mesmo uma quadrilha de desocupados e chupadores dos seios do Estado. O processo tem que ser levado a cabo com rigor para punir essas criaturas e, principalmente, servir de exemplo a outros. Exemplo... Coisa tão fundamental e esquecida da espécie humana. O pior é que essa gang quer se fazer de mártir, mas não passa de baderneiros e instabilizadores sociais. Além de serem condenados pela justiça, minha expectativa é que sejam punidos administrativamente com a expulsão da universidade.

            O Brasil está no século XXI, a ditadura já acabou a mais de um quarto de século e essa gente insiste em viver a vida de seus avós e pais. São no fundo zumbis que não têm vida própria e são manipulados por agentes externos que infiltram um monte de bobagens na cabeça deles e por traficantes que injetam cada vez mais maconha no mesmo lugar. Usar o intelecto é isso? Se for, prefiro morrer na ignorância.

 

 



Categoria: Artigos, Teses & Crônicas
Escrito por Rodrigo Maximo às 22h24
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O purgatório

 


 

 

 

              Dia de finados. Todo ano é o mesmo ritual, pois muitos vão até o cemitério para visitar as sepulturas de parentes e amigos. Depositam flores, ascendem velas e prestam homenagens. Mas que serventia tem isso? Na prática, nenhuma. Mortos estão mortos e não precisam de velas ou flores, mas de algo imaterial: orações.

            Povo mal evangelizado age mal em tudo que envolva imaterialidades. A maioria dos defuntos não se encontra no céu ou no inferno, mas no purgatório. A existência dele é algo complexo de se explicar para alguém que mal foi evangelizado e essas pessoas se tornam presas fáceis nas mãos dos protestantes e outras seitas hereges. Povo mal evangelizado é massa de manobra de Lúcifer e seus asseclas.

            Purgatório, em poucas palavras, é o lugar aonde a ampla maioria das almas vão após a morte. Quase ninguém é suficiente bom para ir direto para o paraíso e poucos são os condenados para irem direto ao inferno. Isto se aplica aos católicos, pois a Madre Igreja ensina que fora dela não há salvação, portanto, quem não for católico apostólico romano não se salva. As almas que estão no purgatório são católicas e estão em período de purificação para a entrada celestial. Quem está no purgatório não pode mais descer aos infernos. Essas almas estão condenadas a um período de reflexão para entenderem seus erros. Mesmo quando nos confessamos a um padre e somos absolvidos, nossas penas temporais ainda são devidas. Nossos pecados, apesar de perdoados, geraram consequências. Essas consequências geradas pelos pecados veniais já absolvidos são ainda de nossa responsabilidade. Podemos diminuí-las através das boas obras ou de indulgências concedidas pela Santa Igreja. Quando morremos ainda com elas (penas temporais devidas), o purgatório é nosso destino.

            Por essas almas, os vivos podem e devem rezar para que a estadia no purgatório seja mais breve possível. Rezar e rezar, pois Deus irá levar isso em consideração pelas almas que estão hoje lá e, principalmente, no dia do nosso próprio julgamento. Cabe, então, um severo exame de consciência: estamos fazendo isso ao menos pelos nossos parentes mortos? Sinceramente? Muitos responderão que não, inclusive este que escreve. Se ser estadista de si mesmo é pensar onde a visão não alcança, portanto a preparação para o dia de nossa morte se torna fundamental e rezar pelas almas do purgatório uma verdadeira obsessão. Pois, além de intercedermos por nossos parentes, amigos e até os desconhecidos, precisamos preparar nossa entrada no paraíso e abreviar nosso purgatório cada vez mais.

            Deus considera e muito essas orações. Pensando e refletindo sempre com o Sagrado Magistério em mente, cheguei a seguinte conclusão: não basta pedirmos por essas almas no conforto de nosso lar na hora de rezar o Terço. Deus quer mais, ou seja, Ele quer sacrifícios de nós. Eu preciso oferecer esses sacrifícios para agradá-Lo cada vez mais e para que Ele leve isso em consideração não só no dia de minha morte, mas também em minhas necessidades espirituais e materiais da atualidade. Tenho certeza que a reza “in loco” pelas almas do purgatório têm efeito forte. Partindo dessa premissa, refleti que pelo menos uma vez por semana devemos ir a um cemitério e rezar o Rosário caminhando entre os túmulos. Essa oração será dedicada aos nossos parentes, amigos e principalmente toda e qualquer sepultura que estiver diante de meus olhos durante a caminhada. Rezar pelos desconhecidos... Por aqueles que ninguém reza. Creio ser um nobre gesto e que Deus não tem como virar as costas. Um sacrifício por excelência. Os mortos precisam prioritariamente de reza e não de flores ou velas.

            No próximo domingo irei iniciar esse gesto no cemitério da Quarta Parada na fronteira entre a Mooca e o Tatuapé. Estarei lá, armado com meu Terço pedindo pelas almas dos meus conhecidos e por todo e qualquer desconhecido que estiver descansando em suas sepulturas. Reza, devoção e sacrifício! Empunhar a poderosa arma do Rosário pelas almas do purgatório no cemitério, sem dúvida alguma um gesto de confiança em Deus! E fazer isso toda a semana e não somente no dia de finados e “in loco”, são reforço e exercício poderosos de nossa Fé que, sem dúvida, Deus levará e muito em consideração.

 



Categoria: Defesa da Fé
Escrito por Rodrigo Maximo às 13h13
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, TATUAPE, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura
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