o estadista de si mesmo


 
 

"Noite Chuvosa"

 

 

Noite chuvosa,

Explique como entender suas gotas,

Que eu mostro como é viver,

De frio de tristeza,

Preto e branco para colorir a reflexão que você traz.

Nem tudo se faz de beleza.

Eu te ensino como recolher os cacos que a tristeza faz,

Vamos montando um a um.

Em algum quebra-cabeça atemporal.

Noite chuvosa,

Eu te ensino e quero em troca,

Apenas o aconchego que você traz.

Montando apenas o quebra-cabeça atemporal,

Traga apenas pequenas gotas constantes,

Nada de temporal.

Eu te ensino errar e aprender.

E você, no escuro, me embala.

Na minha canção do viver.

Noite chuvosa,

Eu te ensino e quero em troca,

Apenas o aconchego que você traz.

 

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 22h26
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"The Clock"

 

 

 

It is nine o'clock.

I slip the hours.

Loitering around.

No way. Without direction.

But life is like the clock.

Walking in a circle.

Every second wearing my body.

But he adds experience.

 

Seconds are going,

Seconds come,

Add minutes, hours and days.

Use only well up to me.

 

I do not see the hours pass at her watch.

Everything stops,

White wrist.

The delicacy freezes the pointer.

But my body still wears.

Straight eyelids.

Wearing me equal to the time.

Equal to the time ...

 

Seconds are going,

Seconds come,

Add minutes, hours and days.

Use only well up to me.

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 21h30
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Garota Minimalista

 

Quando ela passa,

Despeja palavras pelo chão.

E recolho cada uma.

A armazenar dentro do meu porão.

Garota minimalista...

Onde o pouco é muito

E o muito é perfeito com pouco.

Seu olho é reta pálpebra.

E você se faz exata feita álgebra.

Beleza não óbvia.

Sua alma toca o instrumento de seu corpo.

Em melodia jobiniana...

Que flana até encontrar ressonância na perfeição.

Onde o pouco é muito

E o muito é perfeito com pouco.

Garota minimalista...

Você de si mesma é artista.

Beleza não óbvia.

Mãos pequenas.

Ângulo reto.

Cabelo suave, liso, preto...

Sua alma toca o instrumento de seu corpo.

Onde o pouco é muito

E o muito é perfeito com pouco.

Em melodia jobiniana...

Em acorde dissonante.

Flana.

Garota minimalista...

Seu olho é reta pálpebra.

E você se faz exata feita álgebra.

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 09h32
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Odeio o Dia dos Namorados

 

           Andar é um exercício extraordinário de reflexão. Ando por aí em uma manhã quase tarde dessa sexta-feira de outono. Sento no banco de uma praça ao lado de uma barraca de frutas e reflito...   Quando se tem dezesseis anos muito se dá importâncias para o externo e, principalmente, para os outros. Conforme passa o tempo essa importância vai diminuindo até quase zerar. Mas estou naquela praça e ônibus, tais quais pensamentos, vão e vem. Mil setecentos e vinte oito idas e vindas. Sinto-me ultrajado pelas circunstâncias.

            A pressão se intensificou desde domingo passado. Fui com minha mãe à casa de uma amiga da família de nome Iara. Ela é muito expansiva e levemente divertida. Conhece-me desde a infância e faz alguns anos que não me vê. Papo vai e papo vem e ela me pergunta na lata:

            - Qual o nome da sua namorada?

            Momentos de tensão. Mesmo a conhecendo bem e nutrindo até alguma simpatia por ela esse assunto me irrita profundamente. Fecho imediatamente a cara e respondo o mais secamente possível e com o rosto completamente desfigurado:

            - Eu não tenho namorada!

            Iara não se faz de rogada e emenda:

            - Mas como não tem? Um jovem de dezesseis anos bonito. De pele branca e de cabelos castanhos. Inteligente que lê livros e jornais. Com um charme meio intelectual e meio tímido. Sua mãe fala de você com tanto orgulho!

            Eu engoli a raiva e disse com resignação:

            - Pois é!

            Eu poderia explodir e ser mal educado com a Iara. Mas ela não tinha culpa dos meus problemas e por isso diplomaticamente foi melhor ter engolido aquilo pelo menos naquela circunstância. Mas eu não engulo isso de uma maneira universal. Não é justo ser criado com um monte de amigos e praticamente todos eles terem namorada e você não. Sem falar na ridícula sombra de homossexualismo. Tipo: Todos nós temos namorada e se o Rodrigo não tem é porque ele é gay!  Isso dói e marca. Dói e marca!

            Se eu não tenho namorada não significa que eu não gostaria de tê-la. A diferença é enorme. Ver todos os meus amigos e amigas todos pimpões quando essa maldita data vai se aproximando é uma tortura violentíssima. Eu não tenho namorada e ainda sou acusado de ser gay. Muito bonito! E qual a atitude a tomar? Ou encher a cara deles de porrada ou apartá-los. Preferi a segunda.

            Ninguém tem nada a ver com os meus problemas e quereres. Ninguém! Se não tenho namorada é porque várias circunstâncias levaram a isso e garanto que elas não são nada românticas, mas são muito romântica$. Dia dos namorados nada mais é do que uma data comercial para deslumbre de otários ou, pior, para a exibição de otários. Tudo é uma questão de dinheiro, aliás, até arrumar namorada é uma mera questão monetária. Nos dias de hoje o que não faltam são meninas deslumbradas com playboys de Monza Hatch com rodas esportivas. Além de ser uma versão juvenil para aquele comercial da tesoura do Mickey Mouse em que uma criança exibe sua tesourinha e diz sem cerimônia alguma:

            - Eu tenho e você não tem!

            Eu sou do clube daqueles que não tem. Não tenho Monza, não tenho tesoura de Mickey, meu pai não é dono de supermercado e não ando pelo bairro pagando de Playboy por isso. Por extensão também não tenho namorada. A única coisa que tenho na carteira são passes escolares de ônibus e mais nada. De quebra ainda tenho que agüentar esse maldito dia dos namorados. Tortura é pouco, irmão!

            Os ônibus passam juntos aos pensamentos. A praça, a dor e a mágoa ficam! Tenho certeza que vou odiar enquanto viver esse maldito dia.

 

Jardim Brasil, doze de junho de 1992



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 10h01
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Mulher Ingrata

(Rodrigo Maximo / Valter Ramos Jacinto)

 

Lança olhares vazios,

Encara-me com desprezo,

Em um misto de dó com mágoa.

Meu coração deságua na escuridão,

De um quarto escuro,

Onde sou deixado sozinho,

Logo após sua partida,

Para outra casa, outra vida.

Guardo comigo apenas um trapo,

Misturado ao teu retrato,

Junto ao meu coração.

Foram anos de ilusão,

Que atravessaram minha alma,

E ela chora por você.

Mas passam-se os anos,

E o tempo se encarrega de esvaziar o novelo,

Tecendo lentamente um novo crochê.

E não choro mais de tristeza,

Mas lágrimas de plena limpeza.

Aquele que tanto sofreu por você, mulher!

Agora busca a redenção na fase nova.

Com velhos materiais, inova!

E os antigos já diziam que o tempo consola.

O novo amor as feridas cura.

Olhares renovados caminham...

O nó e a mágoa dissipam!

O mesmo velho quarto escuro hoje guarda o novo,

O cristalino.

Teço um novo destino livre da sua escravidão,

Da ingratidão sua de cada dia, cada hora,

Todo segundo!

Sua partida não é mais lamento como outrora.

Ordinária luta que travei,

Inglória!

E minha alma se prepara para viver um novo ato.

Mulher ingrata a você desejo boa vida e fino trato!



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 10h11
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Me chame como quiser

 

Me chame como quiser,

Dia e noite...

Toda hora!

Procurando uma nova mulher.


Minha fonte não seca.

Não seca!

E uma só garrafa não dá conta,

Em várias direções,

Procurando variedades de emoções,

Meu coração aponta!

Mulher, abraça-me.

Me chame como quiser,

E aporte em meu vasto cais,

Te dou carinho e aconchego,

Te dou paz!

Tudo provisório e nada notório!

A própria vida é finita,

Vamos gozar a vida,

Por que essa fidelidade maldita?

Mulher...

Me chame como quiser,

E vamos por aí.

Só algumas horas,

Mas curtindo nosso tempo,

Com intensidade,

Sem demora!

Viva em meu mudo paralelo.

Sem leis e sem juiz,

Onde tudo é branco e amarelo,

Onde você sempre me implora bis!

Viva meu mundo paralelo!

Venha, dê-me sua mão,

Me abrace e me beije,

E deixe acontecer todo resto,

Nunca aceito seu não!

Insisto!

Te olho e te cerco sem parar.

Faço táticas e não desisto!

Não, não e não!

Você será minha, Rainha!

Sem demora.

Sem preconceitos,

Mas só por horas...

Pois amanhã aporta outro barco...


Me chame como quiser,

Dia e noite...

Toda hora!

Procurando uma nova mulher.

 


 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h18
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Vanessa

 

Ela veste um vestido vermelho,

Em um dia normal.

Avança pela sala de aula,

Quebrando todo ritual.

Chama a atenção de todos,

Até de quem não gosta,

De vestido vermelho,

E cabelo amarelo.

Vanessa sabe que ela manda,

E comanda todos.

Menino e menina,

E explode tudo,

Feito bomba na Palestina!

Seu coração bate forte,

Pulsa no compasso das paixões efêmeras,

Dos amores que vem e vão,

Tão intensos como uma noite de verão.

Vanessa quer ficar!

E causar noite e dia!

Desfilando sobre todos,

Causando estrepolia.

Ela se faz soberana,

E escreve a história que ela quer,

Com sua própria caligrafia!


 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 11h58
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Cotidiano Número IV (O câncer)

 

Junta fragmento,

Trabalha durante o ano,

Tirando da vida o tédio.

Para fazer valer,

O mais duro cotidiano.

Ajoelha a alma diante do corpo,

Em uma subserviência indevida,

Que tudo diminui,

E nada de bom fala ou fica!

Cotidiano insano!

Carcamano do nosso tempo,

Devorador voraz!

Que nos transforma,

Em cão sarnento,

Leva para o abismo sem clemência.

Tudo na mais perfeita norma,

E com nossa complacência!

Cotidiano que mata aos poucos,

Como se fosse a ordem natural,

Normal!

Mata todo segundo,

Dilacera o tempo,

Cotidiano arrebenta tudo,

Como se fosse a coisa mais comum do mundo!


 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 11h43
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Lia

 

Minha solidão ganhou forma,

E viajou pelo ar,

Até delicadamente aportar,

Além da minha cercania.


Ela pegou o mesmo livro que eu lia,

Com a mesma saudade minha.

Banhada na mesma dor.

Em São Caetano mora Lia.


Incerto destino da menina.

Em minha letra ela inserto,

Triste caminhada sozinha,

Pelas areias quentes do deserto.


É só entrar na antiga casa,

Para sentir o jeito que ela sorria.

Sábado quase noite,

Junto aos seus pais fazendo poesia.


Em pleno noventa e quatro,

Ela tenta entender a vida,

E a ventania que varre,

Toda a coisa doída!


Lia vai ao quarto,

Liga a televisão,

E pensa, pensa, pensa...

Com a íntima feita de algodão.


E basta afinar o compasso,

Para que ela me dê um abraço,

E para mim sorria!

Como lhe encontro, Lia?


 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 11h31
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As mudanças do Eu e do vento

(Rodrigo Maximo / Valter Ramos Jacinto)

 

Recomeçar não é motivo de vergonha,
Nem mesmo ato de covardia.
É colocar em prática lições da vida,
Sinal que caminhamos com sabedoria.
Recomeçar é saber ouvir o sabiá cantar,
Mudar de caminho sem medo de errar!
Voltar à alegria e à inocência de criança,
É chamar de meu amor a dona esperança!
Abraçando com vontade a mudança,
Fazendo dela a razão de continuar.
Errando novos erros e zerando pesadelos,
Abrindo o coração sem reservas ou medos,
Seguindo com precisão os bons ventos.
No veleiro a navegar,
Pequeno timão que empunho com orgulho!
Em uma manhã de sol,
Ou na chuva torrencial que mergulho.
Nada pode me separar dos meus quereres!

 

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 11h09
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Carnaval de 1993

 

Raios laranjas de sol,

Anunciam mais uma manhã de verão.

Estampam nos rostos das pessoas,

A expectativa do carnaval que elas verão.

 

Abro sua carta de Ibitinga,

Ela me escreveu de lá.

Respinga fragmentos seus,

Que aquecem graciosamente os sentimentos meus.

 

Escolho o livro vermelho,

E leio pensando em você.

O espelho reflete todas as possibilidades,

Nada vejo, pois estou banhado em fragilidades.

 

Olho a multidão em Salvador,

Ela nas ruas se aquartela,

Para ver Daniela passar,

E no Rio tem o Salgueiro a desfilar.

 

Você ganhou meu carnaval,

É a dona do meu bloco.

Não me canso de ver seu retrato.

Tudo em minha lente só tem seu foco.

 

Queria tanto você aqui,

Trólebus passeiam sobre o Tucuruvi,

Enquanto você chora com a alma fria,

Descendo as ladeiras da Vila Maria.



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 08h22
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Graziela


 

Todos param quando ela passa.

É censual.

Beleza sincopada dedilhada,

É sensual.

Quero falar sobre ela,

Samba pulsante e colorido,

Composto feito aquarela.

Revela a suavidade da sua concepção amarela.

Que é delineada contra o sol quando ela está só,

Pele tecida de filó.

 

Bossa só saudade,

Só balança...

Nesse samba sincopado.

 

Ela é como a abertura da janela,

Numa linda manhã de primavera.

Meu coração é uma tela onde somente ela pincela.

Do jardim é a flor mais bela.

Sofisticação quase singela.

Meiguice sincera onde nenhuma é paralela.

Quero só para mim tudo que emana dela.

Meus quereres ela simplesmente remodela.

É impossível não notá-la.

Nota lá!

 

Bossa só saudade,

Só balança...

Nesse samba sincopado.

 

Nota-lá.

Nota lá.

Nota-lá.

Lá, lá, lá, lá, lá.

Alto lá.

Anota lá!

O nome dela é Graziela.

Para ela,

Dedicada a ela,

Escrevi essa canção singela.

 

Bossa só saudade,

Só balança...

Nesse samba sincopado.

 

 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 00h35
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Tarde plumbosa

Ela desfila pela Edgard.

 

Caderno sobre o peito numa tarde plumbosa.

Menina da periferia balança seu quadril.

Ela sabe que só sobe quem é gostosa!

Sol nasce, sombra some.

Num segundo pensou sua cabeça,

Pedir seu nome.

Ele sua, pois deseja ela sendo sua!

Ela é inflexível e objetiva.

Far-se-á sua vontade a dele contraposta.

Ele já tem como resposta a beleza,

Quando Karla decretou só ela sobre a mesa!

Também sabe, o rapaz, não ser apenas formosura que a apraz.

Tudo é uma questão de infraestrutura.

Tudo é uma questão de quanto ele fatura.

A feiúra do par só o dinheiro sutura!

Ela tem seu preço e ele comprou em dois meses.

Um emprego na Bolsa e adeus ao mulato da periferia.

Karla se apaixonou perdidamente: carro, roupa, presente.

No primeiro salário ele já consertou o dente!

Naquela mesma tarde plumbosa aprendi sobre o urânio.

Decaimento nuclear até virar chumbo!

Em um dia escuro de aprendizado, sucumbo!

Existem três certezas nesta história.

Decair-se-ão o urânio, a beleza e o dinheiro.

Virar-se-ão chumbo, rugas e pobreza...

O quê realmente se põe sobre a mesa?




 



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 14h18
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Minha vontade

 

Minha vontade,

Tão vilipendiada que é.

Judiada em um campo de concentração.

Sempre nadando contramaré!

 

Minha vontade,

É como doença crônica.

Controlada pelos remédios do sistema,

Encenação cômica!

 

Minha vontade,

Flana por um labirinto de madeira e prego.

Nudez não exclamada por minha mudez.

Que ofende e atrapalha seu ego!

 

Minha vontade,

Vem e desaparece a toda velocidade.

Preciso domá-la e retardá-la.

Preciso fazê-la imune a toda adversidade!

 

Minha vontade,

Bicho difícil de capturar,

Alternativa não canalizada.

Dançando rapidamente sem par!

 

Minha vontade,

Elemento instabilizador.

Que insiste em não caber em seu não.

Espada na mão do assolador!

 

Minha vontade,

Pipoca não estourada.

Elemento indomável.

Fera que vence o homem na tourada!

 

Minha vontade,

Vírus encubado.

Preciso achar a vacina para fortalecê-lo.

Escravo acorrentado!

 

Minha vontade,

Quebra cabeça...

Embaralhado de organização,

Mas que não falta nenhuma peça!

 

Minha vontade,

Nada chinfrim.

Violão sem cordas.

Encordoá-lo e tocá-lo só depende de mim!

 

Minha vontade,

Apartada pelos meus inimigos feito lazarenta.

Não morto jogado na cova.

Resiste contra toda adversidade, agüenta!



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 13h11
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Se você quer dançar

 

Se você quer dançar,

Porei as mãos em seu quadril,

Inverterei a ordem basilar em minha razão,

E ditarei suas regras sobre as demais.

Só você oferece essas possibilidades de amplidão!

 

Se você quer dançar,

Não sei até onde posso alcançar,

Só imagino a fenda de seu vestido preto chegar...

Até o limite do desemboque,

Até quase a fronteira de seu cóccix.

 

Se você quer dançar,

Poderei ver suas pernas revestidas do quase transparente preto,

E quem sabe deixarei de ser, digamos, indireto?

Sentirei de perto a seiva de alfazema que do seu corpo exala,

Um perfume que cega e no limite quase mata!

 

Se você quer dançar,

Surgir-se-á, repleta de rosas amarelas, uma primavera.

Abrir-se-á, ao futuro, o presente como um presente do agora.

Tornar-se-á, tudo que não seja seu, resto!

Já hoje, tudo que não emana de você, contesto!

 

Se você quer dançar,

Pelo salão nós dois vamos girar!

Não terei dúvida alguma,

Que contigo minha solidão enviúva,

E meu ser já por agora só a você coadjuva!



Categoria: Poesias & Memórias
Escrito por Rodrigo Maximo às 12h06
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